Conferência Planeta.DOC – O que levarei para a vida...

  Ontem, dia 24 de outubro, participei de uma conferência fantástica que mudou minha forma de ver o mundo e me encorajar. Se chama Planet...


 Ontem, dia 24 de outubro, participei de uma conferência fantástica que mudou minha forma de ver o mundo e me encorajar. Se chama Planeta.DOC, um congresso internacional que está na sua segunda edição. Lá, cientistas e especialistas nacionais e internacionais se reuniram para compartilhar informações e experiências, interagindo com outros agentes de transformação e debatendo temas da maior importância para o futuro do planeta e da humanidade.

Bom, nos últimos meses, estou tentando aderir uma alimentação mais limpa, uma forma de vida mais saudável no geral (incluindo andar de bicicleta ao invés de carro, fazer alguns exercícios...) e me preocupar com o meio ambiente. Não, não virei “Good Vibes” ou comecei a aplaudir o sol (não julgo quem faz). Mas dependendo do lugar que estamos e da realidade que enfrentamos, rola aquele -estalo- de que chegou a hora de criar vergonha na cara e se preocupar com o que de fato é importante.

Para criar aquela motivação ainda maior, parti para o #PlanetaDOC... e agora, vou contar para vocês alguma das pautas mais importantes, ideias que foram apresentadas por alguns dos congressistas e que me impactaram.




Ps: Poderia mencionar o nome de cada um ( irei no final) e o determinado resumo de cada apresentação, mas ficaria um post muito comprido. Let’s go...


Abaixa que vem tiro... Você já ouviu falar de algum mercado gratuito? Pois é... esse sonho, literalmente de consumo, já existe. Ele se encontra na Austrália e foi criado pela ONG OzHarvest, de combate ao desperdício de alimento.
Sabe aquelas comidas que sobram e você coloca direto no lixo pois acredita que não vai servir para mais nada? Essa ONG recolhe os alimentos com carros refrigerados e levam para a cozinha mágica onde são transformados em refeições super gostosas, nutritivas e GRATUITAS. Os principais fornecedores são supermercados, cafés, restaurantes, produtores e restaurantes ( em torno de 2 mil parceiros).



“Só resgatamos comida que seja absolutamente comestível. Estamos mostrando aos nossos consumidores como é loucura que este produto tenha sido rejeitado. Todos os nossos motoristas são treinados no manuseio, eles não aceitam nenhum produto que eles mesmo não comeriam.” disse Ronni Kahn, a empresária australiana responsável pelo OzHarvest que pretende abrir outros estabelecimentos em Sidney e pelo resto do país.

Tudo é gratuito e também é possível doar a quantia que o cliente desejar, além de qualquer outra coisa que não queiram mais. É possível encontrar pães, bebidas, legumes, verduras e até produtos de limpeza e para a higiene pessoal. Cerca de 20 bilhões de dólares são gastos na Austrália com o desperdício de alimentos. Milhões de alimentos acabam em aterros sanitários, causando um grande impacto negativo no planeta.

“É sobre dignidade”, afirma Ronni Kahn, fundadora e CEO da OzHarvest. “É um lugar onde qualquer um pode entrar pela porta, pegar o que necessita e somente dar algo em retorno se puder”.



Partiu, Australia?! Quem quer no Brasil coloca o dedo aqui, porque se não o abacaxi já vai FE-CHAR ou se REAPROVEITAR....


Imaginem uma mercearia fofa, ecológica e com produtos todos orgânicos lindos e maravilhosos... A Maria do Granel , mercearia biologia a granal em Portugal, é uma iniciativa fantástica fundada por Eunice Maia. Ela, autora do prefácio do livro “Desperdício Zero”, de Bea Johnson, e responsável pela introdução do sistema BYOC (bring your own container – traga sua própria vasilha) no mercado português.



Além de eu ter ficado com vontade de atravessar o oceano para encher meus potinhos, gostaria da ideia para JÁ aqui no Brasil. NÃO EXISTE sacola e nem plástico nas embalagens. Você mesmo leva suas vasilhas/potes (de vidro, para evitar degradação do ambiente futuramente), e tem a sua comida fresquinha, orgânica e fracionada. Para que comprar um saco de 1kg de açúcar se você vai usar 100 gramas para a receita?! Ideia genial para evitar desperdício e promover a reutilização de materiais.



Estou torcendo muito que mais empresas caiam de cabeça nesse modelo. Se alguém não começar, nunca veremos resultados... Por favor, não vamos deixar que a comodidade nos impeça de fazer um “bem danado” ao nosso futuro e de nossos filhos. Vou dar o meu melhor para conseguir aderir a ideia DENTRO DO POSSÍVEL. Já que infelizmente, só a nossa vontade não basta. Ainda enfrentaremos muitas barreiras em lojas para conseguirmos implantar o sistema. Afinal, você conhece alguma loja que permite que você traga seu próprio pote? Se não, está na hora de tentarmos e apresentarmos a ideia para o máximo de pessoas que conseguirmos.


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Em tese, já estamos fartos de falar sobre meio ambiente, sustentabilidade, reciclagem, planeta pedindo SOS, impactos atuais e futuros no cenário ecológico... Poucas vezes, paramos para assistir um documentário, palestra, post ou notícia sobre o assunto com entusiasmo e vontade de fazer a diferença. Mas a explicação está clara: AINDA não estamos sofrendo diretamente as consequências de nossas atitudes.

Lastimavelmente, a Filipinas, não pode contar a mesma história. Vários países asiáticos por não terem um aterro sanitário eficiente, agrupam os lixos em locais abertos. Muitas vezes, fazendo com que o conteúdo produza bactérias nocivas ao corpo humana e também seja levado pelo vento para o oceano. Resultando na intoxicação de diversos peixes e animais marinhos, como a tartaruga. Há quem diga que em 2050, se o ritmo continuar, haverá mais plásticos no mar do que peixes. Um número impensável e de consequência drástica tanto para a economia e para o meio ambiente mundial, quanto para a saúde humana. Afinal, os peixes que ainda restarem (e se forem consumíveis) estarão repletos de plástico em seu interior.

Campanhas promovidas por ONGs para o recolhimento de lixos deixados na praia estão sendo uma das medidas tomadas para amenizar esse impacto. O congressista PAL MARTESSON, da Suécia, convidou a todos para no dia 15 de setembro de 2018 participar do movimento “ LET’S DO IT” - uma organização mundial de limpeza de praia -, que contará com a participação de mais de 150 países no recolhimento do lixo local de cada cidade. Obviamente, não podemos deixar para ajudar somente nessa data, mas sim, sempre que possível. Você é responsável pela sua “aldeia”; por onde você vive. Separar e reciclar é preciso. #BreakFreeFromPLASTIC



A limpeza da praia não fica só pela Suécia.. A congressista LESLIE LUKACS e seu filho Nathan de 14 anos, ambos dos EUA, compartilharam a força que tem o projeto de sustentabilidade na escola do Nathan. Ele e seus colegas praticam limpeza na praia em grandes grupos e ainda reservaram um espaço para uma mini fazenda no pátio da escola para plantar seus próprios vegetais e verduras. Além de lixeiras que possibilitam as coletas de materiais orgânico (utilizados como fertilizante na mini fazenda), também estão disponíveis para materiais recicláveis e os lixos não reaproveitáveis.  Se não bastasse, é realizado um bazar em datas comemorativas, onde os alunos doam roupas, acessórios e utensílios para que colegas possam comprar e dar de presente para seus amigos, colegas e familiares. Presente vintage também é moda e uma maneira de diminuir o consumo. Eles residem na California, e o plano é que o estado até 2025/2030 seja um estado referência em produção de LIXO ZERO. Eu acredito!

A propósito, você sabe em média quantos quilos de lixo produzimos por ano? Não? “Só” 350kg/ 450kg dependendo do país, estado, idade. Quer uma notícia ainda pior? Apenas 3% desse lixo é reciclado em decorrência da falta de seleção. Com certeza, cortar os plásticos em produtos descartáveis e separar o lixo será um grande passo para diminuirmos essa média. Não vamos deixar os aterros e mares do jeito que estão, né?! Afinal, o planeta tem um número x de quilômetros. Uma hora, fisicamente, ele não irá mais suportar. A hora da mudança é agora.

Dra. TIA KANSARA, congressista da Inglaterra, compartilhou a sua experiência com o lixo no Japão. Em 2004, foi dar aula em uma faculdade e como de costume na Inglaterra, depositou o lixo em uma sacola e colocou em frente ao seu apartamento. No outro dia, embaixo de sua porta estava um calendário. Sem entender japonês, colocou fora. Quatro dias depois, chegou uma carta à mão em japonês. Levou para a escola onde trabalhava para alguém traduzir... E o que estava escrito? Ela deveria separar o lixo que ainda estava em frente ao apartamento e somente depois que isso acontecesse, iriam recolher. E o calendário, sinalizava quais tipos de lixos poderiam ser colocados na rua dependendo do dia da semana. Lá foi ela, separar um lixo que estava a 6 dias em frente ao prédio. Como lição, separa o lixo desde então todos os dias. Hoje, é Fundadora e diretora do Kansara Hackney Ltd., primeira consultoria de estilo de vida sustentável e controle de qualidade ISO no Reino Unido. Tia é Ph.D. na Bartlett/University College London, e sua área de pesquisa inclui projetar futuras cidades e avaliar questões de energia na região do Golfo Pérsico.



Sabemos que muita comida é desperdiçada desde sua produção e até chegar na cozinha do consumidor. Estima-se que um cidadão desperdiça por ano em média de 280 quilos de alimentos. Ou seja, 1300 milhões de toneladas por ano.  Enquanto 842 milhões de pessoas, mais de 10% da população do planeta, passam fome diariamente.  
     

DANIEL SILVABALABAN, congressista de Brasília e diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas no Brasil, trouxe dados interessantíssimos no congresso. 



Nesses slides, nos mostra que a FOME só existe porque alguém quer que exista. Se pegássemos o orçamento militar dos EUA por ano, e retirássemos o valor que seria usado para erradicar a fome no fundo, sobraria ainda 582 BILHÕES anuais para o orçamento militar, por exemplo. Uma triste informação, sem dúvidas. Por dia, cada pessoa custaria 45 CENTAVOS. Não vou entrar em detalhes sobre a fome e a ganancia financeira de países, mas fica o meu alerta que esse assunto é um tanto complexo e de tamanha revolta.



Como essas medidas de redução de orçamentos (que são possíveis) não são executados, a segunda maior maneira de combater a fome é evitar o desperdício e incentivar o maior número de agricultores, dono de mercados, fruteiras e restaurantes a reutilizarem os alimentos através de doação, se considerarem que não tem mais valor comercial. Visto que, é necessária uma distribuição planejada e eficiente para o plano dar certo. Quem precisa receber é quem realmente tem fome.



No Brasil, existe um projeto chamado – MESA BRASIL -, gerenciado pelo SESC que incentiva esse processo de reutilização, assim como no mercado mencionado na Austrália. Porém, o alimento não é exposto e disponível para a “doação” e sim, direciona prioritariamente para pessoas assistidas por entidades sociais em situação de vulnerabilidade social e nutricional.
O Programa está ampliando sua atuação através do atendimento a famílias e comunidades em situação de extrema pobreza. São pessoas que não estão inseridas em programas de proteção social e que são atendidas pelo Mesa Brasil SESC sob a mediação de uma entidade responsável pelo cadastro, monitoramento e distribuição dos alimentos.

O Mesa Brasil SESC também atende, em caráter emergencial, populações vítimas de enchentes e alagamentos. Com um trabalho de logística humanitária, o Programa arrecada e distribui donativos para desabrigados e desalojados em todo o país. 


Não basta apenas achar lindo os movimentos; é necessário participar e acreditar em um futuro melhor. Um dos maiores defeitos do ser humano é o egoísmo. Eu, Mariana, não quero mais sentar no sofá e refletir o quão egoísta estou sendo em não me preocupar e não fazer algo pelo futuro da humanidade. Não quero pensar que as sacolas que utilizo no lixo estão sufocando uma tartaruga ou estão nas profundezas do oceano. Não quero pensar que crianças perto de mim estão morrendo de desnutrição ( não precisamos ir até a África) ou que estão revirando o meu lixo para se alimentarem, enquanto na minha geladeira tem sobras de comida que não estou com “apetite” para comer ou para reaproveitar em outra receita. Não quero mais comprar 10 pães franceses, comer alguns e colocar os outros fora. Não quero contribuir para o fim do planeta terra e para uma vida sofrida de pessoas como eu, porém sem comida.

São atitudes MÍNIMAS, como separar o lixo, evitar o consumo de produtos descartáveis e fazer o reaproveitamento de comidas que podem salvar vidas.


No dicionário Aurélio, CONSUMIR tem um significado um tanto sugestivo: 

1 - Fazer desaparecer pelo uso ou gasto.

2 - Gastar; devorar; destruir.
3 - Corroer; apagar (com o tempo).

Precisamos consumir ( destruir) tanto assim o meio ambiente? Obviamente não. Então comece hoje... 10 minutos da sua atenção por dia para questões ambientais, podem salvar décadas/séculos de vida na terra. E a sua vida.

Somos doutrinados desde crianças a termos certas atitudes. Uma delas, a da degradação do meio ambiente de uma maneira indireta. Colocar sacolinha no lixo, não ter o hábito da separação do lixo, consumir muitas garrafas PETS, consumir roupas e sapatos em grandes quantidades, comer muita carne, comprar latinhas de refrigerante, colocar restos de comida diretamente no lixo sem se importar com o reaproveitamento, utilizar diversos materiais plásticos descartáveis, pegar canudinho quando não precisa... CHEGOU A HORA DE DEIXAR DE SER ROBÔ DE UM SISTEMA.

“ Um mundo diferente não pode ser criado por pessoas INDIFERENTES.”


Obs: Não comentei tudo que gostaria (como cidades sustentáveis), não toquei em alguns assuntos e tópicos, mas quem sabe em outro post. Afinal, o congresso foi de tamanho acréscimo para mim. Espero que pelo menos 1 pessoa que ler esse post, comece a mudar seus pequenos hábitos. Reciclagem e sustentabilidade não é assunto chato. Não aprendemos noções desse assunto no colégio apenas para passar no ENEM. É para a vida. A propósito, para vida acontecer.


Congressistas

RONNI KAHN (AUSTRÁLIA)
Fundou a OzHarvest em 2004, impulsionada pelo desejo de fazer a diferença e acabar com o desperdício de comida. A OzHarvest se tornou a principal organização de resgate de alimentos da Austrália.

EUNICE MAIA (PORTUGAL)
Fundadora da Maria Granel, a primeira mercearia biológica a granel em Portugal. Autora do prefácio do livro “Desperdício Zero”, de Bea Johnson, e responsável pela introdução do sistema BYOC (bring your own container – traga sua própria vasilha) no mercado português.


JONATHON HANNON (NOVA ZELÂNDIA)
Coordenador da Zero Waste Academy, fundada em 2002, com sede na Massey University, tendo como objetivos o desperdício zero e a sustentabilidade.

RODRIGO SABATINI 
Fundador e presidente da Novociclo Ambiental SA, primeira empresa brasileira de gestão de resíduos baseada no conceito lixo zero. Presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, membro do board da Zero Waste International Alliance, fundador e mentor do Movimento Juventude Lixo Zero. 

LESLIE LUKACS (EUA)
Especializada no fornecimento de consultoria para implementação de programas abrangentes de sustentabilidade e desperdício zero em grandes instituições, agências públicas, locais e eventos.

PEDRO PIÑEIRO FUENTE
Diretor do Festival Internacional de Cinema e Meio Ambiente de Saragoça. Também é responsável pela programação do Global Eco Film Festival, em Zurique, na Suíça.

PAULA SALDANHA (RIO DE JANEIRO)
Jornalista, apresentadora, escritora, ilustradora e ambientalista brasileira. Tornou-se referência na documentação e conscientização sobre as riquezas naturais, étnicas e culturais do Brasil, o que lhe rendeu prêmios e homenagens pelo mundo. Tem 43 livros publicados e cerca de 800 documentários de média e curta metragem realizados.

DANIEL SILVA BALABAN (BRASÍLIA)
É diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas no Brasil. O centro oferece apoio a governos da África, Ásia e América Latina com o compartilhamento de boas práticas em políticas públicas, por meio da Cooperação Sul-Sul.


MALUH BARCIOTTE
Biólogo e doutora em Saúde Pública e Ambiental pela USP. Fundou e preside a Associação de Agricultura Orgânica.


TIA KANSARA (INGLATERRA)
É empresária, moderadora, palestrante e autora premiada. Fundadora e diretora do Kansara Hackney Ltd., primeira consultoria de estilo de vida sustentável e controle de qualidade ISO no Reino Unido. Seu trabalho recente envolve assessoria a prefeituras sobre seu conceito de Replenish, uma avaliação per capita do que devolvemos aos ecossistemas, que também é título do livro publicou em 2015.


PAL MARTESSON (SUÉCIA)
Coordenador do Departamento de Gestão de Resíduos e Recursos Hídricos da Cidade de Goteburg (Suécia) e membro do Zero Waste International Alliance (ZWIA). Fundador e gestor do maior parque de reciclagem do mundo, localizado na cidade de Gotemburgo, Suécia.


HARJIT ANAND (ÍNDIA)
Harjit Anand atuou como secretário do Ministério da Habitação e Alívio da Pobreza Urbana no Governo Indiano, implementando o programa JNNURM, para a provisão de habitação e serviços básicos. Também atuou como líder de missão para o setor informal no Escritório da Organização Internacional do Trabalho na Índia.

 
CECILIA HERZOG (RIO DE JANEIRO)
É presidente do Inverde - Instituto de Pesquisas em Infraestrutura Verde e Ecologia Urbana. Paisagista urbana, especialista em Preservação Ambiental das Cidades, mestre em Urbanismo e professora na PUC-Rio, tem como principal foco de pesquisa as formas como as cidades podem se tornar sustentáveis e resilientes, aprendendo com a natureza. Cecilia é autora do livro “Cidades para TODOS: (re)aprendendo a conviver com a NATUREZA”.


PIERRE-ANDRÉ MARTIN (RIO DE JANEIRO/FRANÇA)
Desde 1995, atua profissionalmente como paisagista e ambientalista em países como Brasil, França, Itália, Estados Unidos, Canadá, Peru e Angola. Colaborou com o paisagista Fernando Chacel, considerado o sucessor de Burle Marx.


GEORGIA NICOLAU (BRASÍLIA)
Georgia Nicolau é o cofundadora e codiretora do Instituto Procomum. É ativista e pesquisadora nos campos da cultura, das artes, da política e da inovação cidadã. 





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